segunda-feira, dezembro 26, 2005

Acesso restrito

Parece que o preço do tabaco vai aumentar 15%. [Não por causa de impostos (pelo menos para já), mas porque as vendas de tabaco em Portugal caíram substancialmente nos últimos 11 meses. É esta a lógica do mercado? Não me parece. Os preços deviam era cair se a procura diminuiu. - esta parte do post está incorrecta, ver comments].

MAS ESTÁ TUDO DOIDO?

Quer dizer, agora há uns quantos que deixam de fumar e por causa disso somos todos arrastados para a lama. Não só somos cada vez menos a contribuir para os maus hábitos (feio, feio é fumar!), não basta sermos penalizados socialmente pelos outros, ainda somos penalizados financeiramente por que há quem cuide da sua saúde?

E o facto de perpetuarmos uma imagem de rebeldia, de alimentarmos um determinado universo sexy, de contribuirmos para o estilo, tudo isso não deveria ser recompensado pela sociedade? O que seria do cinema sem o cigarrinho ao canto da boca? Onde estariam o Bogart e a Marlene?

Bem sei, bem sei, o mau ambiente que o cigarro provoca. Bem sei, bem sei, que quem gosta de mim deseja que eu deixe de fumar. Mas mas, que raio?, assim só fazem com que eu tente que a espécie não entre em vias de extinção.


Os próximos avisos dos maços deviam ser na frente "Fumar mata" e no verso "Faz parte de uma espécie protegida" ou mesmo "Além de estúpido, deves ser milionário".

8 Comments:

At 26/12/05 11:11 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Hum, disseste "E o facto de perpetuarmos uma imagem de rebeldia, de alimentarmos um determinado universo sexy, de contribuirmos para o estilo, tudo isso não deveria ser recompensado pela sociedade?" ou estou a sonhar?


Ahahahah tens tanta piada boa amiga,tanta tanta.

;-)

 
At 26/12/05 11:26 da tarde, Blogger ana vicente said...

Lá está...

 
At 26/12/05 11:38 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Estás enganada: o preço sobe porque o imposto sobe e vai continuar a subir.

 
At 26/12/05 11:58 da tarde, Blogger ana vicente said...

bom...
de facto ouvi a notícia na rádio quando estava a acordar e até posso reconhecer que estou enganada (sou tão magnânima). Não a encontrei online para comprovar.
O que ouvi debaixo do edredon era de que este primeiro aumento não se devia já à subida do imposto (isso já toda a gente sabe - pelo menos os fumadores), mas sim ao que refiro no post. Mas é como digo, posso estar enganada.

Amanhã a ver se estou mais atenta...

(de qualquer modo, luís, se encontrares alguma notícia de hoje sobre este assunto, por favor informa-nos, porque, se não, começo a achar que ando a sonhar com isto: imagina o pesadelo, acabarem-se os fumadores. Era o quê? o paraíso?)

 
At 27/12/05 10:27 da manhã, Anonymous Anónimo said...

é assim que começam os boatos!

 
At 27/12/05 11:21 da manhã, Blogger ana said...

grande post! coolness no seu melhor!

mas ser assim tão sexy não cansa?

 
At 27/12/05 12:09 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O google é nosso amigo.http://news.google.pt/news?q=aumento%20pre%C3%A7o%20tabaco&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sa=N&tab=wn

O consumo tem diminuído, isso é verdade, mas isso é consequência dos aumentos do imposto sobre o tabaco; não o contrário.

Será que uma imagem de rebeldia não é, por definição, uma prerrogativa dos poucos, irremediàvelmente estragada pelo consumo de massas do produto que lhe está na base?

Assim, quanto menos gente fumar, mais rebelde é quem o faz. Ou não?

 
At 27/12/05 12:18 da tarde, Blogger ana vicente said...

obrigada, luís. tinha a certeza que ias esclarecer isso.
Peço desculpa aos leitores por a minha preguicite matinal ter vencido o meu apreço pelos factos.

de qualquer modo, a ideia do post mantém-se.

quanto à cena da rebeldia, de facto (e odeio ter de fazer isto), era uma ironia - uma espécie de efeito kamikaze sexy/cool/displicente que gosto de alimentar. é um argumento tão estupidamente inválido como outro qualquer.

de qq modo, acho que sim, que tens razão na questão de qts menos, mais cool. era nesse sentido que o post apontava. eu sinto-me "perseguida" por isso, logo apetece-me afirmar mais isso. é um mecanismo manhoso da condição humana, ou da condição vicentina.

 

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